ORGULHO E PRECONCEITO:
a construção social da discriminação e os desafios para a formação
humana (junho
2026)
Mestre
em Ensino (UNIVATES)
RESUMO: O presente artigo analisa o preconceito como fenômeno
socialmente construído, investigando se sua origem decorre de uma
característica inata do ser humano ou de um comportamento aprendido por meio
das interações familiares, escolares, culturais, religiosas, políticas e
sociais. A pesquisa tem como objetivo compreender os processos de formação,
reprodução e superação do preconceito sob uma perspectiva interdisciplinar,
articulando contribuições da Filosofia, Sociologia, Psicologia, Antropologia e
Educação. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de
abordagem qualitativa, fundamentada em autores clássicos e contemporâneos que
discutem identidade, socialização, relações de poder, cognição social e formação
humana. A análise demonstra que, embora o ser humano possua predisposição
cognitiva para categorizar a realidade, o preconceito não constitui uma
característica biológica, mas uma construção histórica e cultural produzida e
reproduzida pelas instituições sociais e pelas relações de poder. Evidencia-se,
ainda, que a família, a escola, a cultura, a religião e, mais recentemente, os
ambientes digitais desempenham papel significativo tanto na perpetuação quanto
na desconstrução de práticas discriminatórias. Conclui-se que, por ser um
comportamento aprendido, o preconceito pode ser transformado por processos
educativos fundamentados na empatia, no pensamento crítico, no diálogo e no
reconhecimento da dignidade humana, reafirmando a educação como instrumento
essencial para a construção de uma sociedade democrática, inclusiva e
socialmente justa.
Palavras-chave: Preconceito. Formação
humana. Educação. Empatia. Socialização. Diversidade.