quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

O PODER DO ABRAÇO: além da afetividade

 

Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),

Especialista em Filosofia (FACULESTE),

Mestre em Ensino (UNIVATES

RESUMO: Este artigo investiga, de forma interdisciplinar e aprofundada, a potência terapêutica, filosófica, social e neurobiológica do abraço enquanto prática relacional fundamental para a experiência humana. Partindo de referenciais da psicologia, psiquiatria, neurociência, filosofia, antropologia e ciências sociais, o estudo demonstra que o abraço transcende o gesto afetivo cotidiano, constituindo-se como mecanismo de regulação emocional, modulador neuroendócrino, dispositivo cultural e expressão ética da alteridade. Evidências científicas indicam que o contato físico seguro promove liberação de ocitocina, redução do cortisol, equilíbrio autonômico e fortalecimento da sensação de pertencimento. Na esfera clínica, o abraço, quando consentido e eticamente contextualizado, contribui para a estabilização emocional, auxiliando no tratamento de transtornos relacionados ao estresse, ansiedade e depressão. No plano filosófico, configura um ato de reconhecimento e responsabilidade diante do outro. Conclui-se que o abraço representa uma tecnologia relacional de cuidado, capaz de articular corpo, afeto, cultura e saúde mental, assumindo lugar estratégico em práticas de promoção do bem-estar e da dignidade humana.

PALAVRAS-CHAVES: abraço; afetividade; neurociência; saúde mental; alteridade; cuidado.


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

ÉTICA, EMPATIA E VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL: práticas profissionais que transferem responsabilidades

 

Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),

Especialista em Filosofia (FACULESTE),

Mestre em Ensino (UNIVATES

 

RESUMO: Este artigo discute, de forma ampliada e sistemática, as práticas profissionais que evidenciam falta de empatia e/ou de caráter — entendidas aqui como ações deliberadas de exclusão, denúncia infundada ou transferência de responsabilidades — com ênfase no contexto do zoneamento escolar e na recusa indevida de matrícula. Partindo de enquadramentos teórico-jurídicos (Direito à Educação, ECA, LDB), integra perspectivas de ética profissional, psicologia organizacional (mobbing, assédio moral), sociologia da educação e teoria moral para analisar causas, consequências e respostas institucionais e jurídicas. Propõe-se também um conjunto de medidas preventivas e corretivas para gestores, conselhos escolares e órgãos de controle. O trabalho inclui citações diretas e indiretas e segue as normas da ABNT para referências.

 

PALAVRAS-CHAVES: ética profissional; empatia; violência institucional; recusa de matrícula; zoneamento escolar; assédio moral; direito à educação.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

CONHECIMENTO E FRUSTRAÇÃO: entre a potência do saber e os limites da ação humana

 Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),
Especialista em Filosofia (FACULESTE),
Mestre em Ensino (UNIVATES


Resumo: Este artigo aprofunda a relação entre conhecimento e frustração sob perspectivas da
Filosofia, Sociologia, Psicologia, Psicanálise e Educação. Parte-se da hipótese de que a
frustração emerge da tensão estrutural entre o saber e sua impossibilidade de se realizar
plenamente na prática, devido a condicionantes subjetivos, históricos e institucionais. A
fundamentação teórica integra autores clássicos e contemporâneos, incluindo Aristóteles, Kant,
Hegel, Nietzsche, Honneth, Freud, Winnicott, Lacan, Klein, Bion, Dolto, Jung, Piaget, Vygotsky,
Dewey, Morin, Bourdieu, Durkheim, Weber, Simmel, Bauman, Fromm, Arendt, Habermas,
Ricoeur, Gadamer, Deleuze, Guattari, Benjamin e Sennett. Destaca-se, adicionalmente, como a
Psicanálise contribui para compreender e mitigar os efeitos subjetivos da frustração, enfatizando
processos de elaboração psíquica, simbolização e construção de resiliência. Conclui-se que a
frustração é constitutiva do processo de conhecer e agir, mas pode ser manejada criativamente
com suporte simbólico, relacional e crítico.

Palavras-chave: conhecimento; frustração; subjetividade; psicanálise; elaboração psíquica.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

DIVERGÊNCIA E PERSPECTIVA: um ensaio filosófico

 


 Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA), Especialista em Filosofia (FACULESTE),
Mestre em Ensino (UNIVATES).

 

RESUMO: O presente artigo aprofunda a análise da afirmação de que divergências não representam necessariamente erro, mas expressam perspectivas distintas sobre um mesmo fenômeno. A partir de referenciais teóricos oriundos da filosofia, sociologia, educação e historiografia — incluindo contribuições de Kant, Nietzsche, Gadamer, Ricoeur, Bourdieu, Durkheim, Weber, Freire, Dewey, Vygotsky, Piaget, Bloch, Benjamin, Koselleck e White — discute-se como a pluralidade de interpretações constitui elemento estruturante do conhecimento humano e das práticas democráticas. Argumenta-se que a divergência, longe de configurar um conflito moral entre certo e errado, deve ser compreendida como oportunidade hermenêutica, epistêmica e pedagógica de ampliação do horizonte compreensivo. Por fim, examinam-se as implicações desse entendimento para a educação contemporânea, a convivência social e a escrita da história.

 

Palavras-chave: divergência; perspectiva; hermenêutica; educação; sociologia.


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DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências

  DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências Francisco P. R. Mestre Mestre ...