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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

ESQUERDA E DIREITA: das origens revolucionárias à distorção contemporânea no Brasil.

ESQUERDA E DIREITA: das origens revolucionárias à distorção contemporânea no Brasil.

Francisco Paulo Rodrigues Mestre[1]

 

Resumo: O presente artigo examina a origem e a evolução dos termos políticos “esquerda” e “direita”, desde o contexto da Revolução Francesa até suas ressignificações contemporâneas. Analisa-se como, na atualidade, especialmente no Brasil, essas categorias são instrumentalizadas por discursos desinformativos, favorecendo a manipulação de parcelas da população volúvel ou pouco escolarizadas. Destaca-se o papel das redes sociais no avanço da extrema-direita, propagando notícias falsas com fins de controle ideológico. A pesquisa não tem a pretensão de concluir o assunto, mas sim, provocar a discussão a partir da revisão bibliográfica ora fundamentada em obras de autores como Eric Hobsbawm, Leandro Karnal, Mary Del Priore, Lilia Schwarcz, entre outros.

 

Palavras-chave: Esquerda; Direita; Política; Desinformação; Brasil; Extrema-direita.



[1] Pedagogo (ULBRA), Especialista Filosofia (FACULESTE), Mestre em Ensino (UNIVATES),

pesquisador. xykomestre@gmail.com


Artigo completo - pdf

quarta-feira, 23 de julho de 2025

RAPOSAS E OVELHAS: o controle do ecossistema

 

RAPOSAS E OVELHAS: o controle do ecossistema

 

[1]Francisco Paulo Rodrigues Mestre

 

Em qualquer ecossistema, a interação entre diferentes espécies define a saúde e o equilíbrio do ambiente. Quando pensamos em raposas e ovelhas, visualizamos uma dinâmica predatória clássica, mas suas interações podem revelar muito sobre como a sobrevivência e a prosperidade são alcançadas – ou comprometidas.

As raposas são astutas, caçadoras oportunistas e adaptáveis que preferem apanhar suas presas vivas em emboscadas silenciosas. No ambiente social, sofreram evoluções difíceis de identificar suas origens. Há quem diga que possa ser uma ramificação evolutiva do Homo sapiens que por sua vez evolui para o Homo erectus e daí ao Homo corruptus. Esta espécie disfarça-se muito bem entre os seres humanos. Sua história é antiga e, por análise através do carbono 14 verifica-se que no Brasil, este animal não existia antes de 1500. Tal feito nos leva a crer que amostras vivas desta espécie aportaram aqui ocultas como um vírus, nas caravelas portuguesas. 

            Raposas detém o conhecimento do que se faz necessário para manter-se no topo da cadeia alimentar. São animais mamíferos ao extremo que jamais abandonam o hábito de mamar. Barganham, pechincham, negociam posições sempre salivando. O excesso de sua caça é enterrado ou guardado em suas cavernas quando não, ocultas nos pelos.

            Se proliferam rapidamente, o que nos leva a crer que já dominam ecossistemas importantes, podendo ditar regras e normas protecionistas em benefício próprio, contra dos outros animais que possam emergir em um lapso de lucidez.

            Sua existência depende da capacidade de identificar e explorar vulnerabilidades. Elas se movem sorrateiramente, observando o rebanho, testando os limites e, invariavelmente, buscando o caminho de menor resistência para obter seu sustento. Para uma raposa, a presa não é um indivíduo com direitos ou sentimentos, mas uma fonte de energia e um meio para a perpetuação de sua espécie. Sua inteligência e sua falta de empatia em relação à presa são características essenciais para sua sobrevivência. A raposa não busca aniquilar o rebanho, pois isso seria contra seus próprios interesses a longo prazo, mas sim extrair o máximo possível com o mínimo de esforço.

As ovelhas, por outro lado, são criaturas gregárias, muitas vezes percebidas como dóceis e conformistas, vulneráveis e ingênuas. Sua força reside no número e na união, mas essa mesma união pode se tornar uma fraqueza. Quando o rebanho se move como uma massa homogênea, sem indivíduos alertas o suficiente para notar as ameaças ou sem mecanismos de defesa eficazes, elas se tornam alvos fáceis. A dependência de um líder (seja ele um cão pastor ou um bode-líder) ou a simples conformidade com o movimento geral pode inibir a percepção individual do perigo iminente. Consequências como a subtração de sua pele, seu leite, seus cascos, de membros mais fracos do rebanho, a diminuição da natalidade ou, em casos extremos, a redução drástica do rebanho, podem ocorrer se a predação das raposas não for controlada.

 

Consequências no Ecossistema

           

Quando a população de raposas se torna excessiva ou quando o rebanho de ovelhas se torna excessivamente vulnerável, o equilíbrio do ecossistema é perturbado. Se as raposas exploram as ovelhas de forma insustentável, o recurso (as ovelhas) diminui. Isso pode levar à escassez de alimento para as próprias raposas no futuro, resultando em fome e conflitos dentro da própria população de predadores. Já, a constante ameaça e a perda de membros podem enfraquecer o rebanho como um todo. As ovelhas podem se tornar mais medrosas, menos produtivas e menos capazes de se reproduzir. A diversidade genética também pode ser afetada, tornando o rebanho mais suscetível a doenças, principalmente mental, desacreditando em soluções oferecidas pelas ovelhas mais experientes, ou ainda, que a terra pé redonda.

Um desequilíbrio persistente pode levar a ciclos viciosos. Raposas excessivas podem levar à quase extinção das ovelhas, o que, por sua vez, levaria à escassez para as raposas, resultando em sua própria diminuição. Esse colapso em cascata pode desestabilizar todo o ambiente natural.

Em um ecossistema saudável, existe um equilíbrio entre predador e presa. As raposas podem até mesmo ajudar a manter o rebanho de ovelhas forte, eliminando os indivíduos mais fracos ou doentes, o que, paradoxalmente, beneficia a saúde geral da população das ovelhas. No entanto, sem a capacidade das ovelhas de se adaptarem, se protegerem ou de alguma forma mitigar a predação, a relação se torna puramente exploratória e destrutiva a longo prazo para ambos os grupos.

 

CONSIDERAÇÕES

            Somente o conhecimento e a busca incansável pela verdade dos fatos poderá salvar as ovelhas ou amenizar seu sofrimento ao ataque com retóricas sedutoras das raposas e suas promessas vazias. Nessa dinâmica, a desinformação atua como um nevoeiro que impede as ovelhas de discernir a verdadeiro intensão de seu algoz. Quando o rebanho não possui ou busca acesso a informações confiáveis, não conseguem desenvolver um pensamento crítico ou passa a ser bombardeada por narrativas falaciosas, tornando-se alvo fácil para manipulações.

Por outro lado, a astúcia da raposa, nesse cenário, não reside apenas em enganar, mas capitalizar sobre a ausência de vigilância e passividade induzida pela ignorância.

            Porém, não podemos apenas culpar a raposa. A ovelha ao se manter alheia e desinformada, também contribui para sua vulnerabilidade. A apatia ao ecossistema, a recusa na busca pela verdade preferindo narrativas vazias, porém aparentemente confortáveis, mesmo que falsas, criam um terreno fértil para a exploração.

            Portanto, para que a ovelha não seja constantemente vítima da raposa, é imperativo que ela adquira conhecimento, questione, exija transparência e desenvolva uma resiliência informacional. Somente assim, poderá discernis entre o pastor e o predador disfarçado, construindo um ecossistema mais justo e equitativo, onde a verdade prevaleça sobre a manipulação e a exploração das raposas.



[1] Pedagogo (ULBRA), especialista em Filosofia (FRACULESTE), Mestre em Ensino (UNIVATES). xykomestre@gmail.com

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