quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

CONHECIMENTO E FRUSTRAÇÃO: entre a potência do saber e os limites da ação humana

 Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),
Especialista em Filosofia (FACULESTE),
Mestre em Ensino (UNIVATES


Resumo: Este artigo aprofunda a relação entre conhecimento e frustração sob perspectivas da
Filosofia, Sociologia, Psicologia, Psicanálise e Educação. Parte-se da hipótese de que a
frustração emerge da tensão estrutural entre o saber e sua impossibilidade de se realizar
plenamente na prática, devido a condicionantes subjetivos, históricos e institucionais. A
fundamentação teórica integra autores clássicos e contemporâneos, incluindo Aristóteles, Kant,
Hegel, Nietzsche, Honneth, Freud, Winnicott, Lacan, Klein, Bion, Dolto, Jung, Piaget, Vygotsky,
Dewey, Morin, Bourdieu, Durkheim, Weber, Simmel, Bauman, Fromm, Arendt, Habermas,
Ricoeur, Gadamer, Deleuze, Guattari, Benjamin e Sennett. Destaca-se, adicionalmente, como a
Psicanálise contribui para compreender e mitigar os efeitos subjetivos da frustração, enfatizando
processos de elaboração psíquica, simbolização e construção de resiliência. Conclui-se que a
frustração é constitutiva do processo de conhecer e agir, mas pode ser manejada criativamente
com suporte simbólico, relacional e crítico.

Palavras-chave: conhecimento; frustração; subjetividade; psicanálise; elaboração psíquica.

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