AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)
Resumo: Este artigo analisa as
dimensões do amor, do ódio e da indiferença como categorias ético-políticas
constitutivas da experiência educacional. Partindo de referenciais da filosofia
social, da teoria crítica e da pedagogia contemporânea, argumenta-se que a
indiferença se configura como forma estrutural de frieza social,
manifestando-se tanto nas relações interpessoais quanto nas políticas públicas
educacionais. O estudo articula autores como Hannah Arendt, Theodor Adorno,
Axel Honneth, Judith Butler, Martha Nussbaum, Edgar Morin e Paulo Freire,
relacionando seus aportes teóricos a dados empíricos recentes sobre sofrimento
psíquico juvenil no Brasil. Sustenta-se que o amor pedagógico, compreendido
como prática de reconhecimento e responsabilidade ética, constitui
possibilidade concreta de resistência à desumanização. Conclui-se que uma
política educacional orientada pelo reconhecimento e pela formação integral
pode contribuir para enfrentar a indiferença estrutural, promovendo
pertencimento, dignidade e fortalecimento democrático.
Palavras-chave: Amor pedagógico.
Indiferença social. Reconhecimento. Políticas públicas educacionais. Juventude
e sofrimento psíquico.
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