quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)

 AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)

 Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

 

Resumo: Este artigo analisa as dimensões do amor, do ódio e da indiferença como categorias ético-políticas constitutivas da experiência educacional. Partindo de referenciais da filosofia social, da teoria crítica e da pedagogia contemporânea, argumenta-se que a indiferença se configura como forma estrutural de frieza social, manifestando-se tanto nas relações interpessoais quanto nas políticas públicas educacionais. O estudo articula autores como Hannah Arendt, Theodor Adorno, Axel Honneth, Judith Butler, Martha Nussbaum, Edgar Morin e Paulo Freire, relacionando seus aportes teóricos a dados empíricos recentes sobre sofrimento psíquico juvenil no Brasil. Sustenta-se que o amor pedagógico, compreendido como prática de reconhecimento e responsabilidade ética, constitui possibilidade concreta de resistência à desumanização. Conclui-se que uma política educacional orientada pelo reconhecimento e pela formação integral pode contribuir para enfrentar a indiferença estrutural, promovendo pertencimento, dignidade e fortalecimento democrático.

 

Palavras-chave: Amor pedagógico. Indiferença social. Reconhecimento. Políticas públicas educacionais. Juventude e sofrimento psíquico.



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