quarta-feira, 4 de março de 2026

VIOLÊNCIA ESCOLAR: Desafios contemporâneos à proteção do educador.

 VIOLÊNCIA ESCOLAR: Desafios contemporâneos

à proteção do educador. (2026)

 Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

  

Resumo: O artigo analisa a violência contra profissionais da educação no Brasil à luz da crise contemporânea da autoridade e das transformações nas dinâmicas familiares. A partir de revisão teórica e análise documental de legislações estaduais recentes de proteção ao educador, argumenta-se que a intensificação de episódios de agressão física, simbólica e digital não pode ser compreendida apenas como problema disciplinar ou de segurança pública, mas como expressão de mudanças estruturais nas formas de mediação intergeracional. Dialogando com referenciais da filosofia política e da sociologia da educação, sustenta-se que a fragilização da autoridade parental, a individualização social e a judicialização dos conflitos escolares compõem o cenário no qual emergem demandas por respostas normativas mais rigorosas. Defende-se que políticas públicas eficazes devem articular proteção jurídica, prevenção institucional, apoio às famílias e valorização material e simbólica do magistério, superando abordagens exclusivamente punitivas. Conclui-se que a proteção ao educador constitui elemento estruturante para a preservação da escola como espaço público de formação e mediação social.

 

Palavras-chave: violência escolar; autoridade; políticas públicas; família; valorização docente.

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segunda-feira, 2 de março de 2026

MEMÓRIA AFETIVA: Narrativa autobiográfica como fundamento para uma compreensão interdisciplinar da identidade

 MEMÓRIA AFETIVA: Narrativa autobiográfica como fundamento para uma compreensão interdisciplinar da identidade

 
Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

Resumo: Este artigo investiga a relação entre memória afetiva e construção da identidade a partir de uma narrativa autobiográfica que rememora experiências de cuidado materno na infância em contexto de pobreza material. A pesquisa articula abordagem qualitativa de inspiração autoetnográfica com revisão bibliográfica interdisciplinar envolvendo Psicologia, Sociologia, Filosofia, Educação e Estudos da Memória. Sustenta-se que a memória afetiva, especialmente aquela vinculada a experiências primárias de cuidado, constitui elemento estruturante da identidade pessoal e relacional. Dialoga-se com autores como Halbwachs (1990), Ricoeur (2007), Tulving (1983), Conway (2005), Nelson (2003), Le Goff (1990), Bosi (1994), entre outros. Conclui-se que a memória afetiva não apenas preserva experiências emocionais, mas orienta práticas éticas, pedagógicas e familiares ao longo da vida.

 

Palavras-chave: Memória afetiva. Identidade. Narrativa autobiográfica. Formação humana. Educação.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)

 AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)

 Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

 

Resumo: Este artigo analisa as dimensões do amor, do ódio e da indiferença como categorias ético-políticas constitutivas da experiência educacional. Partindo de referenciais da filosofia social, da teoria crítica e da pedagogia contemporânea, argumenta-se que a indiferença se configura como forma estrutural de frieza social, manifestando-se tanto nas relações interpessoais quanto nas políticas públicas educacionais. O estudo articula autores como Hannah Arendt, Theodor Adorno, Axel Honneth, Judith Butler, Martha Nussbaum, Edgar Morin e Paulo Freire, relacionando seus aportes teóricos a dados empíricos recentes sobre sofrimento psíquico juvenil no Brasil. Sustenta-se que o amor pedagógico, compreendido como prática de reconhecimento e responsabilidade ética, constitui possibilidade concreta de resistência à desumanização. Conclui-se que uma política educacional orientada pelo reconhecimento e pela formação integral pode contribuir para enfrentar a indiferença estrutural, promovendo pertencimento, dignidade e fortalecimento democrático.

 

Palavras-chave: Amor pedagógico. Indiferença social. Reconhecimento. Políticas públicas educacionais. Juventude e sofrimento psíquico.



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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

ENTRE A DESPEDIDA E O REENCONTRO: Finitude e densidade simbólica nos rituais de morte (2026)

 

ENTRE A DESPEDIDA E O REENCONTRO: Finitude e densidade simbólica nos rituais de morte (2026)

Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

Resumo: Este artigo analisa os rituais de morte sob perspectiva interdisciplinar, articulando contribuições da antropologia, sociologia, filosofia e estudos da espiritualidade. Parte-se da hipótese de que o velório constitui um espaço liminar no qual se entrelaçam despedida e reencontro, ruptura e reorganização, tristeza e reafirmação da vida. Argumenta-se que o ritual funerário não se destina exclusivamente ao falecido nem apenas aos vivos, mas opera como dispositivo simbólico de reorganização do sentido coletivo diante da finitude. A partir do diálogo com autores como Van Gennep, Turner, Durkheim, Ariès, Morin, Elias, Bauman, Heidegger, Kierkegaard e Ricoeur, sustenta-se que os rituais de morte permanecem, mesmo na modernidade acelerada, como momentos privilegiados de condensação existencial e reconstrução dos vínculos sociais. Conclui-se que vida e morte, longe de se configurarem como polos excludentes, revelam-se dimensões dialéticas da condição humana, sendo o ritual funerário um espaço onde a consciência da finitude intensifica o valor do encontro e reinscreve a memória na continuidade simbólica da comunidade.

 

Palavras-chave: rituais de morte; liminaridade; luto; finitude; sociologia da morte; espiritualidade; memória coletiva.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A DESUMANIZAÇÃO COMO PROCESSO HISTÓRICO-ESTRUTURAL: a banalização do mal (2026)

 A DESUMANIZAÇÃO COMO PROCESSO HISTÓRICO-ESTRUTURAL: a banalização do mal (2026)

                                                                                                                                                   Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

RESUMO: O presente artigo analisa a desumanização como processo histórico-estrutural, articulando contribuições da filosofia moral, da teoria política, da sociologia crítica e da pedagogia contemporânea. Parte-se da hipótese de que atos de crueldade e indiferença moral não constituem desvios isolados, mas expressões de uma erosão ética sustentada por três vetores estruturais: a racionalização instrumental da vida, a desigualdade na aplicação da responsabilização jurídica e moral e a fragilização da formação ética nas instituições educativas e culturais. O referencial teórico dialoga com Hannah Arendt, especialmente a noção de banalidade do mal e suspensão do pensamento; Zygmunt Bauman e a crítica à racionalidade burocrática moderna; Theodor Adorno e a reflexão sobre barbárie e formação; Pierre Bourdieu e o poder simbólico; Michel Foucault e os dispositivos disciplinares; Achille Mbembe e a categoria de necropolítica aplicada ao contexto brasileiro; além de fundamentos normativos em Immanuel Kant, Emmanuel Levinas, Paul Ricoeur e Martha Nussbaum. No campo educacional, mobilizam-se Paulo Freire, Lawrence Kohlberg e Carol Gilligan para discutir formação moral e ética do cuidado. Sustenta-se que a desumanização se consolida quando a dignidade deixa de operar como princípio universal e passa a ser distribuída de modo seletivo. Defende-se, por fim, que a reconstrução ética exige universalização efetiva da responsabilização, fortalecimento da educação emancipatória e reconfiguração do espaço público como horizonte de reconhecimento e alteridade.

Palavras-chave: Desumanização. Banalidade do mal. Necropolítica. Ética. Educação. Responsabilidade.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PROGRESSÃO AUTOMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: inclusão estatística e exclusão pedagógica

 PROGRESSÃO AUTOMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: inclusão estatística e exclusão pedagógica

Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 Resumo: O presente artigo analisa criticamente a política de progressão automática no ensino fundamental brasileiro, problematizando seus impactos sobre os processos de ensino e aprendizagem, especialmente nos anos iniciais da escolarização. Parte-se da constatação empírica de que um número significativo de crianças avança para os anos subsequentes sem domínio da leitura e da escrita, o que compromete o acesso ao currículo e aprofunda desigualdades educacionais. A análise fundamenta-se nos aportes teóricos de Pierre Bourdieu, Dermeval Saviani, Carlos Libâneo e Paulo Freire, articulando-os ao papel das avaliações internas e externas em larga escala na indução e legitimação dessa política. Defende-se que a progressão automática, quando dissociada de intervenções pedagógicas efetivas e de uma concepção formativa de avaliação, converte-se em mecanismo de inclusão estatística e exclusão pedagógica, atendendo mais às demandas gerenciais do sistema educacional do que às necessidades formativas dos estudantes.

Palavras-chave: progressão automática; avaliação educacional; alfabetização; desigualdade escolar; políticas educacionais.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

EVOLUÇÃO DA POLÍTICA: Ruptura Ética e a Construção de Interesses Particulares por Meio da Doutrinação


EVOLUÇÃO DA POLÍTICA: Ruptura Ética e a Construção de Interesses Particulares por Meio da Doutrinação

 

Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

Resumo: Este artigo analisa a evolução histórica da política pelos vieses histórico, sociológico e filosófico, com ênfase na ruptura entre política e ética e na doutrinação de grupos sociais para legitimar práticas antiéticas ou criminosas. Examina-se o papel de teorias clássicas e contemporâneas, incluindo as concepções aristotélicas de política e ética, a separação maquiavélica entre moral e poder, o papel das mídias e das estruturas de poder simbólico, e os mecanismos de manipulação de massas.

 

Palavras-chave: política; ética; manipulação; mass media; filosofia política; sociologia.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO, VERDADE E DISTORÇÃO: CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E IMPLICAÇÕES SOCIETÁRIAS (2026)

 INTERPRETAÇÃO DE TEXTO, VERDADE E DISTORÇÃO: CAUSAS,

CONSEQUÊNCIAS E IMPLICAÇÕES SOCIETÁRIAS (2026)


Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

Resumo: Este artigo investiga criticamente as causas e consequências da fragilidade na
capacidade de interpretação de texto e sua relação com a verdade — seja como construção,
seja como distorção. A análise confronta perspectivas de filosofia, sociologia, história e
educação, articulando conceitos como verdade, linguagem, poder, mídia e subjetividade.
Discute-se que a ausência de interpretação crítica não é apenas uma falha cognitiva, mas uma
condição que reconfigura a relação dos sujeitos com o mundo e com a própria verdade.
Palavras-chave: interpretação, verdade, linguagem, poder simbólico, educação crítica.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

FAKE NEWS: poder simbólico e educação crítica frente a erosão da verdade no espaço público

 

FAKE NEWS: poder simbólico e educação crítica frente a erosão da verdade no espaço público

 Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

(jan/2026)

  Resumo: O presente artigo analisa o fenômeno das fake news a partir de uma abordagem interdisciplinar, articulando fundamentos sociológicos, filosóficos, históricos e educacionais. Parte-se da compreensão de que a desinformação não constitui apenas um problema comunicacional ou tecnológico, mas um fenômeno social complexo, relacionado às transformações da esfera pública, às disputas em torno da verdade, às estratégias históricas de manipulação da informação e aos desafios contemporâneos da formação crítica dos sujeitos. Metodologicamente, adota-se a pesquisa bibliográfica e documental, com base em autores clássicos e contemporâneos, nacionais e internacionais. Conclui-se que o enfrentamento das fake news exige políticas públicas, regulação ética da informação e, sobretudo, uma educação crítica voltada ao letramento midiático, informacional e digital.

 Palavras-chave: fake news; desinformação; pós-verdade; educação crítica; sociologia da comunicação.


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

INFLUÊNCIA DOS INFLUENCERS: uma análise sobre valores e decadência cognitiva

 

INFLUÊNCIA DOS INFLUENCERS: uma análise sobre valores e decadência cognitiva

 

Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

Resumo: Este artigo analisa criticamente o fenômeno dos influencers digitais a partir de uma abordagem interdisciplinar que articula filosofia, sociologia e história, examinando seus impactos sobre os valores sociais, os processos cognitivos e a cultura contemporânea. Investiga-se por que indivíduos com elevado alcance midiático acumulam milhões de seguidores mesmo quando produzem conteúdos de baixo valor formativo, enquanto intelectuais, educadores e cientistas permanecem marginalizados no ecossistema digital. A análise fundamenta-se nos conceitos de economia da atenção, desigualdade simbólica, indústria cultural, sociedade do espetáculo e racionalidade instrumental, evidenciando como a centralidade da atenção como mercadoria contribui para o empobrecimento do pensamento crítico e para a fragilização ética no espaço público.

 

Palavras-chave: Influencers digitais. Economia da atenção. Indústria cultural. Poder simbólico. Sociedade do espetáculo.


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DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências

  DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências Francisco P. R. Mestre Mestre ...