PRESENÇA INDÍGENA[1] NO ESPAÇO URBANO:
A RECONFIGURAÇÃO ÉTICA DA CONVIVÊNCIA (2026)
Mestre em Ensino (UNIVATES)
RESUMO: O presente artigo analisa a presença de povos indígenas em contextos urbanos contemporâneos, compreendendo-a como expressão de tensões históricas, epistemológicas e éticas decorrentes da colonialidade. A partir do diálogo entre Boaventura de Sousa Santos, Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Aníbal Quijano, Achille Mbembe, Judith Butler, Michel Foucault e Eduardo Viveiros de Castro, discute-se a persistência de estruturas coloniais, a crítica à universalidade da condição humana e a necessidade de reconfiguração das bases civilizatórias modernas. Argumenta-se que o incômodo social diante da presença indígena revela limites da racionalidade ocidental em reconhecer a pluralidade ontológica e epistemológica. Conclui-se que o acolhimento de povos indígenas em contextos urbanos deve ser compreendido como prática de justiça histórica e transformação ética da convivência social.
[1] Adota-se o termo “indígena”
e suas variações semânticas à “povos originários” por estar consolidado em
documentos oficiais, como a Constituição
Federal de 1988 (art. 231); por ser utiliizado por organismos
internacionais, como a Convenção 169 da
OIT; Por ser padrão em órgãos como a FUNAI e por predominar na produção acadêmica (antropologia,
educação, direito).
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