sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

SAUDADE: a ausência, o tempo e a infinitude

SAUDADE: a ausência, o tempo e a infinitude

 

Francisco Paulo Rodrigues Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

Resumo: A palavra saudade constitui um dos conceitos afetivos e culturais mais complexos da língua portuguesa, destacando-se por sua densidade semântica, histórica e psicológica, bem como por sua reconhecida dificuldade de tradução plena para outros idiomas. Este artigo tem por objetivo analisar a saudade a partir de uma abordagem interdisciplinar ampliada, articulando contribuições da linguística, da sociologia, da história, da filosofia, da psicologia e da psiquiatria. Parte-se da origem etimológica e morfológica do termo, avançando para sua condição de emoção culturalmente construída, socialmente partilhada e subjetivamente vivenciada. Discutem-se, ainda, suas relações com memória, identidade, temporalidade, processos de apego, luto e sofrimento psíquico. Conclui-se que a saudade não se reduz a um sentimento individual, mas configura uma categoria simbólica capaz de expressar a condição humana diante da ausência, da finitude e da permanência do afeto no tempo.

 

Palavras-chave: saudade; emoção cultural; memória; identidade; linguagem.


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: uma análise multidisciplinar

 A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS: uma análise multidisciplinar

 Francisco Paulo Rodrigues Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

Resumo: Este artigo analisa a Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de uma abordagem histórica, institucional e multidimensional, examinando seus fundamentos, estruturas decisórias e principais áreas de atuação. Partindo do contexto de sua criação no pós-Segunda Guerra Mundial, o estudo investiga as finalidades e princípios da organização, bem como seus mecanismos de funcionamento, com ênfase nos órgãos centrais, nos sistemas de voto e no poder de veto. A análise é aprofundada por meio de perspectivas filosóficas, sociológicas, políticas e econômicas, destacando o papel da ONU na promoção dos direitos humanos, na normatização das relações internacionais, na governança global e no debate sobre desenvolvimento e desigualdade. O artigo também problematiza as principais críticas e entraves ao funcionamento da organização, evidenciando limitações estruturais, assimetrias de poder e desafios contemporâneos ao multilateralismo. Por fim, discute-se a relevância contínua da ONU no cenário internacional e apontam-se possíveis caminhos para seu fortalecimento institucional, reafirmando sua importância como espaço de cooperação, diálogo e construção de uma ordem internacional mais justa e sustentável.

 

Palavras-chave: Organização das Nações Unidas; Governança global; Direitos humanos; Multilateralismo; Relações internacionais.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

O PODER DO ABRAÇO: além da afetividade

 

Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),

Especialista em Filosofia (FACULESTE),

Mestre em Ensino (UNIVATES

RESUMO: Este artigo investiga, de forma interdisciplinar e aprofundada, a potência terapêutica, filosófica, social e neurobiológica do abraço enquanto prática relacional fundamental para a experiência humana. Partindo de referenciais da psicologia, psiquiatria, neurociência, filosofia, antropologia e ciências sociais, o estudo demonstra que o abraço transcende o gesto afetivo cotidiano, constituindo-se como mecanismo de regulação emocional, modulador neuroendócrino, dispositivo cultural e expressão ética da alteridade. Evidências científicas indicam que o contato físico seguro promove liberação de ocitocina, redução do cortisol, equilíbrio autonômico e fortalecimento da sensação de pertencimento. Na esfera clínica, o abraço, quando consentido e eticamente contextualizado, contribui para a estabilização emocional, auxiliando no tratamento de transtornos relacionados ao estresse, ansiedade e depressão. No plano filosófico, configura um ato de reconhecimento e responsabilidade diante do outro. Conclui-se que o abraço representa uma tecnologia relacional de cuidado, capaz de articular corpo, afeto, cultura e saúde mental, assumindo lugar estratégico em práticas de promoção do bem-estar e da dignidade humana.

PALAVRAS-CHAVES: abraço; afetividade; neurociência; saúde mental; alteridade; cuidado.


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

ÉTICA, EMPATIA E VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL: práticas profissionais que transferem responsabilidades

 

Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),

Especialista em Filosofia (FACULESTE),

Mestre em Ensino (UNIVATES

 

RESUMO: Este artigo discute, de forma ampliada e sistemática, as práticas profissionais que evidenciam falta de empatia e/ou de caráter — entendidas aqui como ações deliberadas de exclusão, denúncia infundada ou transferência de responsabilidades — com ênfase no contexto do zoneamento escolar e na recusa indevida de matrícula. Partindo de enquadramentos teórico-jurídicos (Direito à Educação, ECA, LDB), integra perspectivas de ética profissional, psicologia organizacional (mobbing, assédio moral), sociologia da educação e teoria moral para analisar causas, consequências e respostas institucionais e jurídicas. Propõe-se também um conjunto de medidas preventivas e corretivas para gestores, conselhos escolares e órgãos de controle. O trabalho inclui citações diretas e indiretas e segue as normas da ABNT para referências.

 

PALAVRAS-CHAVES: ética profissional; empatia; violência institucional; recusa de matrícula; zoneamento escolar; assédio moral; direito à educação.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

CONHECIMENTO E FRUSTRAÇÃO: entre a potência do saber e os limites da ação humana

 Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA),
Especialista em Filosofia (FACULESTE),
Mestre em Ensino (UNIVATES


Resumo: Este artigo aprofunda a relação entre conhecimento e frustração sob perspectivas da
Filosofia, Sociologia, Psicologia, Psicanálise e Educação. Parte-se da hipótese de que a
frustração emerge da tensão estrutural entre o saber e sua impossibilidade de se realizar
plenamente na prática, devido a condicionantes subjetivos, históricos e institucionais. A
fundamentação teórica integra autores clássicos e contemporâneos, incluindo Aristóteles, Kant,
Hegel, Nietzsche, Honneth, Freud, Winnicott, Lacan, Klein, Bion, Dolto, Jung, Piaget, Vygotsky,
Dewey, Morin, Bourdieu, Durkheim, Weber, Simmel, Bauman, Fromm, Arendt, Habermas,
Ricoeur, Gadamer, Deleuze, Guattari, Benjamin e Sennett. Destaca-se, adicionalmente, como a
Psicanálise contribui para compreender e mitigar os efeitos subjetivos da frustração, enfatizando
processos de elaboração psíquica, simbolização e construção de resiliência. Conclui-se que a
frustração é constitutiva do processo de conhecer e agir, mas pode ser manejada criativamente
com suporte simbólico, relacional e crítico.

Palavras-chave: conhecimento; frustração; subjetividade; psicanálise; elaboração psíquica.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

DIVERGÊNCIA E PERSPECTIVA: um ensaio filosófico

 


 Francisco P. R. Mestre

Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA), Especialista em Filosofia (FACULESTE),
Mestre em Ensino (UNIVATES).

 

RESUMO: O presente artigo aprofunda a análise da afirmação de que divergências não representam necessariamente erro, mas expressam perspectivas distintas sobre um mesmo fenômeno. A partir de referenciais teóricos oriundos da filosofia, sociologia, educação e historiografia — incluindo contribuições de Kant, Nietzsche, Gadamer, Ricoeur, Bourdieu, Durkheim, Weber, Freire, Dewey, Vygotsky, Piaget, Bloch, Benjamin, Koselleck e White — discute-se como a pluralidade de interpretações constitui elemento estruturante do conhecimento humano e das práticas democráticas. Argumenta-se que a divergência, longe de configurar um conflito moral entre certo e errado, deve ser compreendida como oportunidade hermenêutica, epistêmica e pedagógica de ampliação do horizonte compreensivo. Por fim, examinam-se as implicações desse entendimento para a educação contemporânea, a convivência social e a escrita da história.

 

Palavras-chave: divergência; perspectiva; hermenêutica; educação; sociologia.


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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

EMPATIA, ÉTICA E MORAL: a decadência contemporânea da humanidade (29/11/2025)


EMPATIA, ÉTICA E MORAL: a decadência contemporânea da humanidade


Francisco Paulo Rodrigues Mestre
Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA), Especialista em Filosofia (FACULESTE), Mestre em Ensino
(UNIVATES).

RESUMO: Este artigo discute a empatia como um constructo central para a compreensão das práticas éticas e morais na sociedade contemporânea. A partir de referenciais clássicos e contemporâneos das áreas de Filosofia, Psicologia Social, Sociologia, Serviço Social e História, analisam-se dimensões conceituais e evidências empíricas acerca da formação da empatia, bem como seu declínio social associado ao individualismo crescente. Argumenta-se que a falta de empatia, marcada pela desconexão afetiva e pela naturalização de práticas egoístas e egocêntricas, constitui um dos principais desafios éticos da atualidade. Este estudo busca oferecer uma leitura crítica e interdisciplinar, sustentada por autores como Arendt, Bauman, Lipovetsky, Gilligan, Nussbaum e outros. Conclui-se que o fortalecimento da empatia depende de práticas sociais, políticas públicas e processos educativos que reafirmem a dignidade humana e a responsabilidade coletiva.


Palavras-chave: empatia; ética; moral; sociedade contemporânea; individualismo.


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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

LETARGIA DO SISTEMA PÚBLICO: causas e consequências da lentidão na máquina pública

 

Francisco Paulo Rodrigues Mestre[1]

Resumo: Municípios de pequeno porte, especialmente aqueles com até 20 mil habitantes, compõem a maior parte do território municipal brasileiro e gaúcho. Tais entes enfrentam limitações estruturais, fiscais e administrativas que repercutem diretamente no desempenho institucional e na capacidade de resposta às demandas sociais. Este artigo, com base em evidências empíricas e teóricas, investiga os fatores que explicam a lentidão administrativa nesses municípios, discutindo capacidade fiscal, estrutura organizacional, normatividade, recursos humanos, judicialização e infraestrutura tecnológica. Também são apresentadas boas práticas e limitações do estudo.

 

Palavras-chave: administração pública; municípios de pequeno porte; capacidade estatal; federalismo; gestão municipal.



[1] Pedagogo (ULBRA), Historiador (ÚNICA), Especialista em Filosofia (FACULESTE), Mestre em Ensino (UNIVATES)

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terça-feira, 5 de agosto de 2025

PIX: revolução do Sistema financeiro

 

PIX: revolução do Sistema financeiro

 

Francisco Paulo Rodrigues Mestre[1]

 

Resumo: A presente pesquisa analisa o sistema financeiro PIX, criado pelo Banco Central do Brasil em 2020. Aborda sua origem, os desafios na implantação, o crescimento exponencial na usabilidade, especialmente com o impulso dos bancos digitais, e o impacto sobre as tradicionais operadoras de cartões de crédito, especialmente bandeiras norte-americanas. Explora ainda as consequências positivas da redução do uso de dinheiro físico, como a diminuição de crimes e aumento da rastreabilidade, além de abordar a internacionalização do PIX, com empresas estrangeiras já estão aceitando o sistema de pagamento brasileiro. Por fim, discute-se a preocupação dos Estados Unidos com o avanço desse sistema. A metodologia se apoia em revisão bibliográfica e análise de dados públicos. Conclui-se que o PIX representa uma inovação disruptiva com potencial de influenciar profundamente o futuro dos pagamentos globais.

 

Palavras-chaves: PIX, sitema financeiro, cartões de crédito, rastreabilidade.



[1] Pedagogo (ULBRA), Especialista Filosofia (FACULESTE), Mestre em Ensino (UNIVATES), pesquisador. xykomestre@gmail.com


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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

A INVENÇÃO DA RELIGIÃO: controle social e institucionalização do perdão

A INVENÇÃO DA RELIGIÃO: controle social e institucionalização do perdão

 Francisco Paulo Rodrigues Mestre[1]

  Resumo: Este artigo investiga a origem da religião sob a ótica da função de controle social, desde os primeiros vislumbres humanos frente ao desconhecido na Pré-História até sua institucionalização nas civilizações antigas. A partir de uma análise interdisciplinar entre antropologia, sociologia e história, demonstra-se como os medos primitivos — como fenômenos naturais e predadores — foram canalizados em sistemas simbólicos que estruturaram normas sociais e coesão grupal. Buscamos a aproximação dos diálogos de autores como Durkheim, Eliade, Freud  e Marx para compreender o papel funcional da religião no ordenamento coletivo, destacando sua persistência como instrumento normativo e de dominação ideológica, política e econômica.

 Palavras-chaves: Religião; Religião; controle social; pecado; medo; institucionalização.



[1] Pedagogo (ULBRA), Especialista Filosofia (FACULESTE), Mestre em Ensino (UNIVATES), pesquisador. xykomestre@gmail.com

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DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências

  DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências Francisco P. R. Mestre Mestre ...