segunda-feira, 23 de março de 2026

CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO AMBIENTE DIGITAL: PRESENÇA FÍSICA E AUSÊNCIA SIMBÓLICA PARENTAL (2026)

 CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO AMBIENTE DIGITAL: PRESENÇA FÍSICA E AUSÊNCIA SIMBÓLICA PARENTAL (2026)

                                                                                                                                       Francisco P. R. Mestre  

                                                                                                                                                    Mestre em Ensino (UNIVATES)

   

Resumo: O presente artigo analisa a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital a partir de uma abordagem interdisciplinar que articula fundamentos jurídicos, educacionais e sociocomunicacionais. Parte-se da hipótese de que a vulnerabilidade infanto-juvenil não decorre exclusivamente da exposição às tecnologias, mas da interseção entre a ambiguidade comunicacional própria da linguagem digital e a fragilização das mediações simbólicas, especialmente no âmbito familiar. Inicialmente, examina-se a linguagem digital contemporânea, com ênfase no uso de emojis como sistemas simbólicos híbridos, cuja ambiguidade pode ser explorada em interações de risco. Em seguida, desenvolve-se o conceito de ausência simbólica parental, compreendida como insuficiência de referenciais normativos e interpretativos na mediação das experiências digitais. No plano jurídico, analisa-se o arcabouço normativo brasileiro, com destaque para a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código Civil, o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados, evidenciando seus limites diante da complexidade das interações digitais. Posteriormente, discute-se o papel da educação digital e da mediação parental como estratégias de prevenção, enfatizando o letramento crítico, as competências socioemocionais e a ética digital. Por fim, sustenta-se a necessidade de um modelo de responsabilidade compartilhada entre família, Estado e plataformas digitais. Conclui-se que a efetivação da proteção integral, no contexto digital, exige a articulação entre normatividade jurídica, práticas educativas e fortalecimento das mediações simbólicas.

Palavras-chave: proteção integral; infância; ambiente digital; mediação parental; letramento digital; ambiguidade comunicacional. 


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quinta-feira, 19 de março de 2026

O QUE ESTAMOS ELEGENDO? Política, desinformação e formação do juízo na contemporaneidade

 O QUE ESTAMOS ELEGENDO?

Política, desinformação e formação do juízo na contemporaneidade 

(2026)

 Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

Resumo: O presente artigo problematiza o processo eleitoral contemporâneo a partir da questão “o que estamos elegendo?”, deslocando o foco da escolha de representantes para as condições de formação do juízo político. Parte-se de uma retomada dos fundamentos da política na tradição clássica grega, com Sócrates, Platão e Aristóteles, avançando para os deslocamentos históricos do conceito de política e da noção de verdade na modernidade e contemporaneidade. Analisa-se o impacto da desinformação e das mediações algorítmicas na configuração do debate público, com base em autores como Max Weber, Hannah Arendt e Jean-François Lyotard. Por fim, discute-se o desafio educativo na formação de adolescentes em contexto de fragilidade epistemológica, defendendo a centralidade da educação na constituição de sujeitos capazes de participação democrática crítica.


Palavras-chave: política; desinformação; educação; democracia; formação do juízo.


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terça-feira, 17 de março de 2026

PRESENÇA INDÍGENA NO ESPAÇO URBANO: A RECONFIGURAÇÃO ÉTICA DA CONVIVÊNCIA (2026)

                             PRESENÇA INDÍGENA[1] NO ESPAÇO URBANO:

A RECONFIGURAÇÃO ÉTICA DA CONVIVÊNCIA (2026)

 Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

RESUMO: O presente artigo analisa a presença de povos indígenas em contextos urbanos contemporâneos, compreendendo-a como expressão de tensões históricas, epistemológicas e éticas decorrentes da colonialidade. A partir do diálogo entre Boaventura de Sousa Santos, Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Aníbal Quijano, Achille Mbembe, Judith Butler, Michel Foucault e Eduardo Viveiros de Castro, discute-se a persistência de estruturas coloniais, a crítica à universalidade da condição humana e a necessidade de reconfiguração das bases civilizatórias modernas. Argumenta-se que o incômodo social diante da presença indígena revela limites da racionalidade ocidental em reconhecer a pluralidade ontológica e epistemológica. Conclui-se que o acolhimento de povos indígenas em contextos urbanos deve ser compreendido como prática de justiça histórica e transformação ética da convivência social.

 Palavras-chave: Povos indígenas; Colonialidade; Epistemologias do Sul; Reconhecimento; Espaço urbano.


[1] Adota-se o termo “indígena” e suas variações semânticas à “povos originários” por estar consolidado em documentos oficiais, como a Constituição Federal de 1988 (art. 231); por ser utiliizado por organismos internacionais, como a Convenção 169 da OIT; Por ser padrão em órgãos como a FUNAI e por predominar na produção acadêmica (antropologia, educação, direito).

quarta-feira, 4 de março de 2026

VIOLÊNCIA ESCOLAR: Desafios contemporâneos à proteção do educador.

 VIOLÊNCIA ESCOLAR: Desafios contemporâneos

à proteção do educador. (2026)

 Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

  

Resumo: O artigo analisa a violência contra profissionais da educação no Brasil à luz da crise contemporânea da autoridade e das transformações nas dinâmicas familiares. A partir de revisão teórica e análise documental de legislações estaduais recentes de proteção ao educador, argumenta-se que a intensificação de episódios de agressão física, simbólica e digital não pode ser compreendida apenas como problema disciplinar ou de segurança pública, mas como expressão de mudanças estruturais nas formas de mediação intergeracional. Dialogando com referenciais da filosofia política e da sociologia da educação, sustenta-se que a fragilização da autoridade parental, a individualização social e a judicialização dos conflitos escolares compõem o cenário no qual emergem demandas por respostas normativas mais rigorosas. Defende-se que políticas públicas eficazes devem articular proteção jurídica, prevenção institucional, apoio às famílias e valorização material e simbólica do magistério, superando abordagens exclusivamente punitivas. Conclui-se que a proteção ao educador constitui elemento estruturante para a preservação da escola como espaço público de formação e mediação social.

 

Palavras-chave: violência escolar; autoridade; políticas públicas; família; valorização docente.

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segunda-feira, 2 de março de 2026

MEMÓRIA AFETIVA: Narrativa autobiográfica como fundamento para uma compreensão interdisciplinar da identidade

 MEMÓRIA AFETIVA: Narrativa autobiográfica como fundamento para uma compreensão interdisciplinar da identidade

 
Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

Resumo: Este artigo investiga a relação entre memória afetiva e construção da identidade a partir de uma narrativa autobiográfica que rememora experiências de cuidado materno na infância em contexto de pobreza material. A pesquisa articula abordagem qualitativa de inspiração autoetnográfica com revisão bibliográfica interdisciplinar envolvendo Psicologia, Sociologia, Filosofia, Educação e Estudos da Memória. Sustenta-se que a memória afetiva, especialmente aquela vinculada a experiências primárias de cuidado, constitui elemento estruturante da identidade pessoal e relacional. Dialoga-se com autores como Halbwachs (1990), Ricoeur (2007), Tulving (1983), Conway (2005), Nelson (2003), Le Goff (1990), Bosi (1994), entre outros. Conclui-se que a memória afetiva não apenas preserva experiências emocionais, mas orienta práticas éticas, pedagógicas e familiares ao longo da vida.

 

Palavras-chave: Memória afetiva. Identidade. Narrativa autobiográfica. Formação humana. Educação.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)

 AMOR, ÓDIO E INDIFERENÇA: A desumanização na formação contemporânea (2026)

 Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

 

Resumo: Este artigo analisa as dimensões do amor, do ódio e da indiferença como categorias ético-políticas constitutivas da experiência educacional. Partindo de referenciais da filosofia social, da teoria crítica e da pedagogia contemporânea, argumenta-se que a indiferença se configura como forma estrutural de frieza social, manifestando-se tanto nas relações interpessoais quanto nas políticas públicas educacionais. O estudo articula autores como Hannah Arendt, Theodor Adorno, Axel Honneth, Judith Butler, Martha Nussbaum, Edgar Morin e Paulo Freire, relacionando seus aportes teóricos a dados empíricos recentes sobre sofrimento psíquico juvenil no Brasil. Sustenta-se que o amor pedagógico, compreendido como prática de reconhecimento e responsabilidade ética, constitui possibilidade concreta de resistência à desumanização. Conclui-se que uma política educacional orientada pelo reconhecimento e pela formação integral pode contribuir para enfrentar a indiferença estrutural, promovendo pertencimento, dignidade e fortalecimento democrático.

 

Palavras-chave: Amor pedagógico. Indiferença social. Reconhecimento. Políticas públicas educacionais. Juventude e sofrimento psíquico.



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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

ENTRE A DESPEDIDA E O REENCONTRO: Finitude e densidade simbólica nos rituais de morte (2026)

 

ENTRE A DESPEDIDA E O REENCONTRO: Finitude e densidade simbólica nos rituais de morte (2026)

Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

Resumo: Este artigo analisa os rituais de morte sob perspectiva interdisciplinar, articulando contribuições da antropologia, sociologia, filosofia e estudos da espiritualidade. Parte-se da hipótese de que o velório constitui um espaço liminar no qual se entrelaçam despedida e reencontro, ruptura e reorganização, tristeza e reafirmação da vida. Argumenta-se que o ritual funerário não se destina exclusivamente ao falecido nem apenas aos vivos, mas opera como dispositivo simbólico de reorganização do sentido coletivo diante da finitude. A partir do diálogo com autores como Van Gennep, Turner, Durkheim, Ariès, Morin, Elias, Bauman, Heidegger, Kierkegaard e Ricoeur, sustenta-se que os rituais de morte permanecem, mesmo na modernidade acelerada, como momentos privilegiados de condensação existencial e reconstrução dos vínculos sociais. Conclui-se que vida e morte, longe de se configurarem como polos excludentes, revelam-se dimensões dialéticas da condição humana, sendo o ritual funerário um espaço onde a consciência da finitude intensifica o valor do encontro e reinscreve a memória na continuidade simbólica da comunidade.

 

Palavras-chave: rituais de morte; liminaridade; luto; finitude; sociologia da morte; espiritualidade; memória coletiva.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A DESUMANIZAÇÃO COMO PROCESSO HISTÓRICO-ESTRUTURAL: a banalização do mal (2026)

 A DESUMANIZAÇÃO COMO PROCESSO HISTÓRICO-ESTRUTURAL: a banalização do mal (2026)

                                                                                                                                                   Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

 

RESUMO: O presente artigo analisa a desumanização como processo histórico-estrutural, articulando contribuições da filosofia moral, da teoria política, da sociologia crítica e da pedagogia contemporânea. Parte-se da hipótese de que atos de crueldade e indiferença moral não constituem desvios isolados, mas expressões de uma erosão ética sustentada por três vetores estruturais: a racionalização instrumental da vida, a desigualdade na aplicação da responsabilização jurídica e moral e a fragilização da formação ética nas instituições educativas e culturais. O referencial teórico dialoga com Hannah Arendt, especialmente a noção de banalidade do mal e suspensão do pensamento; Zygmunt Bauman e a crítica à racionalidade burocrática moderna; Theodor Adorno e a reflexão sobre barbárie e formação; Pierre Bourdieu e o poder simbólico; Michel Foucault e os dispositivos disciplinares; Achille Mbembe e a categoria de necropolítica aplicada ao contexto brasileiro; além de fundamentos normativos em Immanuel Kant, Emmanuel Levinas, Paul Ricoeur e Martha Nussbaum. No campo educacional, mobilizam-se Paulo Freire, Lawrence Kohlberg e Carol Gilligan para discutir formação moral e ética do cuidado. Sustenta-se que a desumanização se consolida quando a dignidade deixa de operar como princípio universal e passa a ser distribuída de modo seletivo. Defende-se, por fim, que a reconstrução ética exige universalização efetiva da responsabilização, fortalecimento da educação emancipatória e reconfiguração do espaço público como horizonte de reconhecimento e alteridade.

Palavras-chave: Desumanização. Banalidade do mal. Necropolítica. Ética. Educação. Responsabilidade.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PROGRESSÃO AUTOMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: inclusão estatística e exclusão pedagógica

 PROGRESSÃO AUTOMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: inclusão estatística e exclusão pedagógica

Francisco P. R. Mestre
Mestre em Ensino (UNIVATES)

 Resumo: O presente artigo analisa criticamente a política de progressão automática no ensino fundamental brasileiro, problematizando seus impactos sobre os processos de ensino e aprendizagem, especialmente nos anos iniciais da escolarização. Parte-se da constatação empírica de que um número significativo de crianças avança para os anos subsequentes sem domínio da leitura e da escrita, o que compromete o acesso ao currículo e aprofunda desigualdades educacionais. A análise fundamenta-se nos aportes teóricos de Pierre Bourdieu, Dermeval Saviani, Carlos Libâneo e Paulo Freire, articulando-os ao papel das avaliações internas e externas em larga escala na indução e legitimação dessa política. Defende-se que a progressão automática, quando dissociada de intervenções pedagógicas efetivas e de uma concepção formativa de avaliação, converte-se em mecanismo de inclusão estatística e exclusão pedagógica, atendendo mais às demandas gerenciais do sistema educacional do que às necessidades formativas dos estudantes.

Palavras-chave: progressão automática; avaliação educacional; alfabetização; desigualdade escolar; políticas educacionais.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

EVOLUÇÃO DA POLÍTICA: Ruptura Ética e a Construção de Interesses Particulares por Meio da Doutrinação


EVOLUÇÃO DA POLÍTICA: Ruptura Ética e a Construção de Interesses Particulares por Meio da Doutrinação

 

Francisco P. R. Mestre

Mestre em Ensino (UNIVATES)

 

Resumo: Este artigo analisa a evolução histórica da política pelos vieses histórico, sociológico e filosófico, com ênfase na ruptura entre política e ética e na doutrinação de grupos sociais para legitimar práticas antiéticas ou criminosas. Examina-se o papel de teorias clássicas e contemporâneas, incluindo as concepções aristotélicas de política e ética, a separação maquiavélica entre moral e poder, o papel das mídias e das estruturas de poder simbólico, e os mecanismos de manipulação de massas.

 

Palavras-chave: política; ética; manipulação; mass media; filosofia política; sociologia.

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DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências

  DA REFORMA PROTESTANTE AO ILUMINISMO NO BRASIL: formação histórica, limites estruturais e permanências Francisco P. R. Mestre Mestre ...